Uma investigação externa realizada para a Fundação Gates constatou que a instituição manteve relações com o falecido financista e criminoso sexual, mas não encontrou evidências de pagamentos ou participação em atividades criminosas. A organização filantrópica divulgou o resultado nesta terça-feira (21).
A fundação iniciou este ano uma apuração sobre seu envolvimento com o falecido financista. Segundo comunicado, a investigação foi encomendada em março e conduzida pelo escritório de advocacia WilmerHale. O estudo analisou extensa documentação e realizou mais de 50 entrevistas com funcionários atuais e ex-funcionários.
O principal envolvimento da fundação com o indivíduo, ocorrido entre 2011 e 2014, concentrou-se em duas questões: uma proposta de fundo orientado por doadores e o apoio ao Instituto Internacional da Paz (IPI). A fundação forneceu financiamento ao IPI para apoiar a erradicação da poliomielite, embora não tenha dado continuidade à primeira proposta.
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, expressou pesar por qualquer envolvimento com o indivíduo. Ele declarou que nunca testemunhou conduta criminosa por parte dele e negou ter passado tempo com vítimas de abuso sexual.

