São Paulo e Santa Catarina concentrarão 52% do impacto do tarifaço de 25% aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida entra em vigor nesta quarta-feira, 22. Estima-se que US$ 11 bilhões em exportações brasileiras serão atingidos, o que representa 0,5 a 0,6 ponto percentual do PIB de 2026.
São Paulo liderará as perdas absolutas em volume financeiro. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), cerca de R$ 3 bilhões em vendas serão afetados, com maior intensidade nos setores de máquinas industriais, equipamentos elétricos, produtos químicos, açúcar e itens metalúrgicos. Esses valores correspondem a 41,6% do total de exportações afetadas.
Paraná e Santa Catarina encabeçam a lista dos entes federativos mais atingidos proporcionalmente. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) aponta que as exportações paranaenses sofrerão redução de 54%, enquanto Santa Catarina terá 54% de suas exportações penalizadas, sobretudo nos ramos têxtil e madeireiro, segundo a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).
O setor madeireiro demonstra maior exposição no país, com 83% de suas exportações na lista tarifada. Outros setores afetados incluem calçados, têxteis, móveis e máquinas, com impacto acumulado projetado de R$ 20 bilhões até 2030. O Espírito Santo também registrará reflexos, com produtos como pedras naturais e madeiras incluídos na lista de sobretaxas.

