A Conmebol e a UEFA decidiram não adotar a regra de expulsão por cobrir a boca, conhecida como “Lei Vini Jr.”, apesar de ter sido implementada durante a Copa do Mundo de 2026. A medida, aprovada pela Ifab, prevê punição para jogadores que ocultam conversas com adversários em campo.
A norma, que visa combater o antijogo, foi criada pela International Football Association Board (Ifab) em abril de 2026. A decisão surgiu após um episódio envolvendo um atacante brasileiro na Liga dos Campeões, quando ele denunciou um argentino por supostos insultos racistas. Na ocasião, o jogador brasileiro e outros atletas denunciaram o caso à arbitragem, e o atleta foi suspenso pela UEFA por seis jogos.
Apesar de o Mundial ter servido como teste para a regra, as entidades sul-americana e europeia optaram por não incorporá-la em seus campeonatos. A Conmebol publicou uma atualização de regulamento, mas deixou claro que não adotará a “Lei Vini Jr.”. A UEFA, por sua vez, manterá a possibilidade de advertir jogadores com cartão amarelo se o gesto for considerado antidesportivo, mas excluiu a expulsão imediata.
A regra foi classificada como uma “opção de competição”. A não adesão da Conmebol pode impactar a Libertadores, que registra casos graves de racismo. O debate sobre a eficácia da medida deve continuar nas próximas temporadas, especialmente em casos de ofensas e discriminação.

