Morgan Stanley alertou que sete grandes empresas americanas planejam investir 20 vezes mais em inteligência artificial do que toda a Europa. A análise, feita em um painel de mercado, indica que o investimento europeu é estruturalmente fragmentado, enquanto o impacto mais amplo da IA no emprego só deve aparecer a partir de 2029.
O relatório aponta que o investimento total planejado da Europa em IA é um fator de 20 abaixo do que é visto nos Estados Unidos, considerando apenas as sete maiores empresas de nuvem e plataformas americanas. O diagnóstico para essa disparidade é estrutural, pois não surgiu um campeão nacional europeu com capacidade financeira para competir com as gigantes americanas. As economias âncora, Alemanha e França, ainda não demonstraram movimento significativo no setor.
O crescimento do setor de Informação nos EUA sustenta esse investimento. O setor contribuiu com US$ 1,787 bilhões para o PIB americano no primeiro trimestre de 2026, um aumento em relação aos US$ 1,535 bilhões registrados no quarto trimestre de 2023. Esse fluxo de lucros financia os gastos de capital das grandes empresas, como a TSMC, que prometeu US$ 100 bilhões adicionais para expandir sua capacidade nos EUA.
Sobre o mercado de trabalho, os especialistas comentaram que a reestruturação causada pela IA permanece isolada, limitada a ocupações altamente expostas à tecnologia. A difusão para setores não tecnológicos, como saúde e logística, só deve ocorrer a partir de 2029, dependendo da fase atual de construção de infraestrutura, que é descrita como um ‘super ciclo’ de três a quatro anos.

