Um juiz federal em San Francisco aprovou o acordo de US$ 1,5 bilhão entre a Anthropic e uma classe de autores. O acordo encerra a maior ação coletiva de direitos autorais da história, que investigava o uso de livros protegidos por direitos autorais na construção da base de dados da empresa de inteligência artificial.
A ordem foi assinada pelo Juiz Distrital dos EUA Araceli Martínez-Olguín em 20 de julho. O litígio envolvia alegações de que a Anthropic utilizou bibliotecas piratas, como LibGen e PiLiMi, para compor sua coleção de livros. O cerne da disputa não era se o treinamento de modelos de IA com material protegido era legal, mas sim como os livros foram adquiridos.
Segundo o acordo, autores e editoras cujos livros foram incluídos na lista da Anthropic podem pleitear cerca de US$ 3.000 por obra, valor quatro vezes superior ao mínimo usual em casos de infração de direitos autorais. Mais de 91% das obras elegíveis, somando mais de 440.000 livros, já foram reivindicadas. A empresa também deve excluir os arquivos piratas baixados.
O acordo isenta a Anthropic de responsabilidade sobre a aquisição passada dos dados de treinamento. Contudo, o juiz foi explícito ao declarar que o acordo não cobre ações futuras sobre o que o chatbot gera ou novas reivindicações subsequentes. O tribunal rejeitou 54 objeções, incluindo pedidos de atribuição de fontes ou exclusão total dos modelos da empresa.


