Romeu Zema defendeu a privatização da Petrobras e criticou a interferência política em empresas estatais durante reunião no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (21). O pré-candidato do Novo propôs que a União se torne apenas acionista da estatal, sem poder de decisão, visando aumentar a eficiência e a lucratividade da companhia.
Zema afirmou que a União deveria permanecer como sócia da Petrobras, mas sem interferir na gestão. “Que a União fique até sócia, mas sem decidir, sem ficar fazendo politicagem dentro da empresa. Pode ficar recebendo os dividendos. Pode transformar a Petrobras em uma corporation”, declarou. O ex-governador argumentou que a privatização elevaria a eficiência e a lucratividade da estatal, o que, por sua vez, geraria mais impostos para o país.
O político criticou a atuação de políticos na administração de empresas estatais, dizendo que “a maioria dos políticos querendo participar de gestão de estatal” usa as empresas como “cabide de empregos”. Zema declarou-se “totalmente favorável a privatizar tudo” e afirmou que “não tem vaca sagrada”.
Sobre a soberania energética, Zema citou o setor de alimentos, afirmando que o Brasil é o maior produtor mundial e que a produção de arroz, feijão ou milho está em mãos privadas e opera com alta eficiência. Além disso, o pré-candidato negou ter feito convite a uma ex-primeira-dama para ser vice, esclarecendo que apenas mencionou a possibilidade após ser questionado.

