O radar de banda L do satélite NISAR, desenvolvido pelos Estados Unidos e Índia, capturou uma imagem do Nunatak Zaterjavshijsja, um montanhismo na Antártica Oriental. A obstrução no fluxo de gelo gera tensões, resultando em fissuras profundas, ou crevasses, visíveis no registro.
A imagem, produzida em agosto de 2025, foi apelidada de “the hummingbird” pelos cientistas do NISAR. A análise das cores reflete como os sinais de micro-ondas polarizados interagem com o gelo. O satélite transmite ondas com polarização horizontal sobre a Antártica.
Os sinais retornados fornecem informações sobre a superfície refletora. Sinais com polarização horizontal, que atingem superfícies lisas, aparecem em magenta. Já os sinais com polarização vertical, que podem ter se dispersado em superfícies irregulares, como as faces das crevasses, são exibidos em verde, um fenômeno chamado dispersão volumétrica.
O NISAR é o primeiro satélite a carregar dois instrumentos SAR em diferentes comprimentos de onda. O projeto, liderado pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, utiliza um refletor de 12 metros de diâmetro, o maior já enviado ao espaço pela NASA.

