A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026, marcando uma queda de 45% frente aos R$ 1,63 bilhão apurados no mesmo período de 2025. A redução ocorreu mesmo com o avanço do EBITDA, que alcançou R$ 3,55 bilhões, e o crescimento da base de consumidores.
O resultado líquido foi impactado por um efeito não recorrente ocorrido em 2025, quando a companhia reconheceu créditos tributários. Além disso, o desempenho foi pressionado pelo aumento das despesas financeiras. No trimestre, os custos financeiros cresceram 32%, gerando um resultado negativo de R$ 1,82 bilhão, comparado a R$ 1,38 bilhão no ano anterior.
Em contrapartida, o indicador EBITDA avançou 11%, totalizando R$ 3,55 bilhões, e o EBITDA caixa cresceu 6%, atingindo R$ 2,74 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o lucro chegou a R$ 2,18 bilhões, o que representa uma queda de 17% sobre o mesmo período de 2025.
As distribuidoras do grupo encerraram junho com 17,2 milhões de consumidores ativos, um aumento de 2,1% em um ano. A energia distribuída cresceu 1% no trimestre, totalizando 19.559 gigawatts-hora. A margem bruta da Neoenergia subiu 5%, para R$ 4,64 bilhões, enquanto as despesas operacionais avançaram 1%, para R$ 1,11 bilhão.

