A empresa Interlune produziu hélio-3 com 99% de pureza a partir de hélio industrial, um marco tecnológico que visa a exploração lunar. O processo, chamado Cold Capture, utiliza destilação criogênica para separar o isótopo raro, que é essencial para computadores quânticos e reatores de fusão.
O hélio-3, que representa apenas 0,000137% do hélio mundial, possui grande utilidade devido à sua raridade e aplicação em tecnologias avançadas. O gás pode ser usado como refrigerante para computadores quânticos, além de ser empregado em detectores de radiação e scanners médicos. Devido à sua demanda, o preço do hélio-3 pode atingir até 20 milhões de dólares por quilograma.
A tecnologia Cold Capture explora diferenças físicas sutis entre os dois isótopos em temperaturas próximas ao zero absoluto. Segundo o diretor de tecnologia da Interlune, a separação é extremamente difícil, mas o método desenvolvido permite a recuperação do hélio-3 em escala. A empresa já firmou acordos com o Departamento de Energia dos EUA e com a Maybell Quantum para entregas de hélio-3.
A Interlune projeta que sua tecnologia pode triplicar a produção nacional atual de hélio-3. Além da produção terrestre, a companhia segue um plano para a Lua. Uma câmera para estimar os níveis de hélio-3 lunar será enviada no final deste ano, e uma missão subsequente em 2028 testará a extração de gases do solo lunar.

