O mercado financeiro já incorporou as novas tarifas dos Estados Unidos em suas projeções, segundo Maurício Moura, sócio do fundo Zaftra. O gestor afirmou que, apesar da precificação do tarifaço, o dólar deve permanecer pressionado devido a fatores internacionais e ao cenário eleitoral brasileiro.
Moura explicou que os investidores se acostumaram com o padrão de negociações do governo anterior e já anteciparam a entrada em vigor das tarifas. Ele comentou que a diplomacia empresarial ganhou relevância nas tratativas comerciais com os Estados Unidos, com a Casa Branca priorizando diálogos diretos com setores e companhias.
O gestor indicou que o comportamento da bolsa nas próximas semanas será influenciado por três vetores: a guerra no Irã, o impacto das tarifas americanas e os desdobramentos das eleições no Brasil. Ele observou que o cenário internacional continua determinante para o fluxo de capital em mercados emergentes, embora a incerteza externa tenha aumentado.
Apesar da queda recente, Moura previu que o dólar enfrentará novas pressões. Ele destacou que investidores estrangeiros demonstram menor apreensão com as eleições brasileiras, percebendo maior continuidade institucional. Contudo, ele reiterou que o nível de juros no país permanecerá elevado no médio e longo prazo, exigindo uma agenda fiscal do próximo governo.

