Um sangramento nasal ocorrido após um mergulho levou uma mulher, de 35 anos, a descobrir um carcinoma espinocelular sinonasal, um câncer raro. O quadro, diagnosticado após meses de deformação e infecção óssea, exigiu tratamento agressivo e múltiplas cirurgias.
A paciente, residente no Reino Unido, notou a deformação nasal semanas após uma viagem à Turquia em 2022. Inicialmente, o sangramento foi atribuído ao impacto do mergulho, e ela seguiu a viagem sem buscar atendimento. Contudo, o inchaço e a mudança de formato da região nasal motivaram a procura por médicos.
Os exames iniciais descartaram fratura, mas revelaram uma infecção óssea grave, diagnosticada como osteomielite. A mulher foi submetida a cirurgia de emergência e, posteriormente, a biópsia e ressonância magnética confirmaram o diagnóstico de carcinoma espinocelular sinonasal em estágio avançado.
O tratamento foi extenso e incluiu quatro cirurgias reconstrutivas, seis procedimentos para controle de infecções e 30 sessões de radioterapia. Em uma das reconstruções, os médicos usaram cartilagem de costelas para restaurar parte do nariz após a remoção do osso comprometido pelo tumor.
Anos depois, a paciente compartilhou sua experiência para alertar sobre os sintomas pouco conhecidos da doença. Ela afirmou que seu objetivo é conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce, dizendo: “Passei por um inferno para sobreviver, então estou me certificando de viver minha vida.”

