A sucuri-amarela (Eunectes notaeus), encontrada no Pantanal e no Chaco, desenvolveu adaptações biológicas para sobreviver a longos períodos de estiagem. A espécie, que mede em média entre três e quatro metros, reduz drasticamente seu metabolismo para conservar energia em ambientes que secam sazonalmente.
Diferente da sucuri-verde (Eunectes murinus), que pode ultrapassar seis metros e prospera nos grandes rios da Amazônia, a sucuri-amarela ocupa lagoas rasas e brejos. Sua coloração amarelada com manchas escuras oferece camuflagem eficiente em capins secos e águas rasas.
Pesquisas na Reserva Sesc Pantanal acompanharam oito indivíduos e constataram que essas serpentes mantêm um comportamento territorial restrito. Elas percorrem, em média, apenas 188 metros por mês, permanecendo em áreas de cerca de 6,2 hectares.
A classificação das sucuris também foi revista recentemente. Um estudo de 2024 analisou amostras de DNA de nove países sul-americanos e sugeriu que a sucuri-verde pode ser composta por duas espécies distintas, propondo o reconhecimento de Eunectes akayima no norte da Amazônia.

