O equilíbrio é um fator determinante para a autonomia de idosos, influenciando se a pessoa viverá com independência ou dependência. Quedas são uma das principais causas de hospitalização e incapacidade em maiores de 65 anos, sendo que um terço dos idosos sofre pelo menos uma queda anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde.
A manutenção do equilíbrio depende da integração de três sistemas corporais: a visão, o sistema vestibular, localizado no ouvido interno, e a propriocepção, que informa ao cérebro a posição do corpo. Com o avanço da idade, a eficiência desses sistemas diminui, afetando a precisão visual, o processamento cerebral e a força muscular.
Para combater esse declínio, a Organização Mundial da Saúde e o American College of Sports Medicine recomendam que indivíduos com 65 anos ou mais realizem exercícios de equilíbrio pelo menos três vezes por semana. Além de caminhar, atividades como tai chi chuan, pilates e exercícios unilaterais desafiam o sistema nervoso.
Um teste simples pode ser feito em casa: ficar apoiado em uma perna por alguns segundos. Um estudo científico indicou que pessoas que não conseguiam manter essa posição por dez segundos apresentavam maior risco de mortalidade nos anos subsequentes. O treinamento do equilíbrio deve ser visto como um acompanhamento preventivo, assim como a pressão arterial.

