O governo federal recebeu representantes de setores da indústria brasileira nesta terça-feira (21) para discutir os impactos da nova rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos. A medida, que impôs um acréscimo de 25% sobre produtos nacionais, atinge cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões.
A tarifa adicional foi anunciada pelo governo norte-americano em 15 de julho e afeta diversos segmentos. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os setores de madeira, minerais não metálicos, produtos químicos e alimentos são os mais atingidos, com percentuais de sobretaxa de 81%, 56%, 51% e 38%, respectivamente.
Durante os encontros, que contaram com a participação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do ministro Márcio Elias Rosa, a indústria solicitou mudanças no programa Brasil Soberano. As propostas incluíram a redução das taxas de juros, a ampliação dos segmentos contemplados e a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Além de buscar apoio financeiro, parte da indústria defende a adoção de barreiras comerciais para conter a entrada de produtos asiáticos no mercado nacional. Entidades setoriais sugeriram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) a criação de cotas de importação. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados declarou que a preocupação com as importações asiáticas dominou as discussões.

