Pesquisadores da Yale University identificaram um fungo, batizado de Pestalotiopsis microspora, capaz de decompor poliuretano de poliéster na Floresta Amazônica do Equador. A espécie utiliza o material sintético como alimento. A descoberta aponta potencial para tratar lixo em aterros sanitários.
A pesquisa, iniciada com expedição a florestas inexploradas do país sul-americano, focou em fungos que vivem em plantas. O Pestalotiopsis se destacou por sua capacidade de desmontar materiais sintéticos, como espumas, tintas e colas. O estudo, publicado em 2011, também revelou que o fungo degrada o plástico mesmo sem a presença de oxigênio, característica útil para camadas profundas de aterros.
Apesar do avanço científico, a aplicação em escala industrial ainda é um desafio. Quinze anos após a descoberta, o foco da pesquisa mudou para o isolamento das enzimas do fungo, visando adaptá-las a usinas de reciclagem sem a necessidade do organismo vivo. Outros fungos, como o Cladosporium halotolerans, também entraram nos estudos.
O interesse científico gerou aplicações comerciais. Em 2025, uma companhia do Texas lançou fraldas descartáveis que utilizam fungos para decompor parte do plástico após o uso, demonstrando o potencial da biotecnologia no combate ao lixo.

