O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs que o julgamento criminal de Nicolás Maduro, por acusações de tráfico de drogas, comece em junho de 2027. O líder venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em uma prisão federal no Brooklyn, Nova York, desde janeiro deste ano.
Maduro e Cilia Flores respondem a acusações de colaboração com guerrilhas e cartéis para o envio de cocaína aos EUA. Eles se declaram inocentes e devem comparecer a uma nova audiência no tribunal federal de Manhattan nesta quarta-feira (22). O juiz distrital dos EUA, Alvin Hellerstein, supervisiona o caso e definirá o cronograma do processo.
Os advogados de ambas as partes apresentaram propostas de cronograma. A primeira rodada de recursos legais de Maduro para tentar arquivar o caso seria apresentada em 2 de setembro. Uma segunda rodada de recursos legais está prevista para ocorrer até 11 de janeiro de 2027, após a entrega de provas sigilosas pelos promotores.
Durante uma audiência em 5 de janeiro, Maduro se referiu a si mesmo como um “prisioneiro de guerra”. Ele afirmou que os Estados Unidos buscaram sua destituição para obter maior controle sobre as reservas de petróleo do país. Seu advogado, Barry Pollack, atuou anteriormente no caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

