Um terrorista de extrema-direita cometeu ataques letais na Noruega em julho de 2011. O indivíduo, que usou farda policial, atacou um acampamento na ilha de Utoeya, matando cerca de 70 militantes de esquerda. Ele também foi responsável por explosões de carro-bomba em prédios governamentais no centro de Oslo.
Os ataques abalaram profundamente a sociedade norueguesa. Na ilha, o terrorista abriu fogo contra os participantes do encontro do Partido Trabalhista. As vítimas na ilha eram majoritariamente jovens, com idades entre 15 e 16 anos. O indivíduo, ultranacionalista radical, manifestava forte oposição a imigrantes e ao que ele chamava de “marxismo cultural”.
Antes do primeiro ataque, o atirador enviou um manifesto de 1500 páginas por e-mail. O primeiro ato foi uma explosão de carro-bomba em Oslo, que matou oito pessoas e feriu mais de 210. O terrorista foi preso após os dois ataques, que chocaram o país.
Em seu julgamento, o indivíduo confessou os assassinatos, mas alegou não reconhecer suas ações como crimes. Ele foi condenado a prisão preventiva por 21 anos, pena que pode ser prorrogada indefinidamente, caso a Justiça determine a proteção da sociedade.

