O preço do petróleo ultrapassou os US$ 95 pela primeira vez em quase seis semanas, após os Estados Unidos e o Irã minimizarem a perspectiva de negociações. A escalada de tensões no Oriente Médio e as interrupções no fornecimento global impulsionaram o Brent para US$ 95,08 às 5h35 (horário de Brasília).
O Brent, referência global, avançava 4,47% no início da manhã, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registrava alta de 4,52%, negociado a US$ 88,15 o barril. As declarações dos EUA e do Irã ocorreram um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer reação caso os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados por Teerã, interrompessem a navegação no Mar Vermelho.
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um 11º dia consecutivo de ataques contra a República Islâmica, visando reduzir a capacidade do país de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM). O mercado também sofre com ataques ao terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC), na costa russa do Mar Negro.
Especialistas alertam para riscos de alta. Jay Hatfield, diretor-presidente da Infrastructure Capital Management LLC, afirmou que, se o Mar Vermelho for fechado, os preços podem facilmente ultrapassar os US$ 100 por barril. Relatórios da Bernstein e do Goldman Sachs também apontam para a possibilidade de os preços retornarem ao patamar de três dígitos caso o conflito se prolongue.

