O governo brasileiro aguarda o anúncio de uma nova tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos, prevista para sexta-feira, dia 24. A cobrança surge de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre trabalho forçado e representa uma segunda frente de pressão comercial após a tarifa de 25%.
A principal incerteza em Brasília reside na aplicação da nova sobretaxa. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) espera saber se os 12,5% serão cumulativos à tarifa de 25% ou se substituirão tributos vigentes, conforme afirmou o secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, a avaliação do novo cenário comercial depende da decisão americana.
A investigação do USTR, que envolve cerca de 60 países, aponta que o Brasil importa mercadorias de nações sem padrões trabalhistas equivalentes aos americanos. O relatório preliminar cita alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco como grupos de produtos afetados. O governo brasileiro avalia que as chances de reverter esta segunda investigação são menores que no caso da tarifa de 25%.
Enquanto aguarda a definição, o governo planeja medidas para apoiar exportadores e diversificar mercados. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o sistema multilateral de comércio, e Márcio Elias Rosa confirmou a intenção de intensificar a busca por novos parceiros comerciais, como a Índia.


