O governo do Estado do Rio ampliou a fiscalização sobre os contratos do Corpo de Bombeiros Militar após a tentativa de firmar um convênio de R$ 25 milhões com o Instituto Rio Metrópole (IRM). A determinação veio do governador em exercício, Ricardo Couto, que ordenou auditoria em todos os contratos da corporação, devido a investigações de corrupção envolvendo a entidade.
A proposta previa o repasse de recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) ao IRM para implantar um sistema de monitoramento de desastres naturais. Contudo, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) vetou o acordo, afirmando que o fundo tem destinação específica para investimentos diretos da corporação, como compra de equipamentos e viaturas. Após reunião com o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Tarciso Antônio de Salles, o processo administrativo foi encerrado.
A revisão contratual também observou a relação entre o comandante-geral e o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho. Este último está preso preventivamente e é investigado por suspeitas de corrupção em contratos que somam R$ 86 milhões. A defesa de Perini Vermelho declarou que todos os convênios firmados obedeceram ao rito administrativo e que o acordo com os Bombeiros não faz parte da investigação do Ministério Público.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a proposta do IRM passou por análises técnicas, financeiras e jurídicas, concluindo pela inviabilidade nos moldes apresentados. A secretaria ressaltou que nenhum recurso do Funesbom foi transferido ao instituto e que a condução do caso respeitou os princípios da legalidade e transparência.

