Um professor de ciência política argumentou que comparar Pelé e Lionel Messi é inviável, pois as regras, a tática e o preparo físico do futebol mudaram drasticamente ao longo das décadas.
O autor afirmou que a comparação entre os dois atletas não se sustenta, pois eles atuaram em contextos esportivos distintos. Segundo ele, um Pelé jogando hoje exigiria um perfil diferente, assim como um Messi em 1970. Por isso, métricas objetivas não resolvem a questão.
O especialista criticou a tendência midiática de forçar escolhas binárias, comparando o debate esportivo a decisões triviais. Ele disse que essa busca pelo “melhor” atende a uma necessidade psicológica, mas é, em geral, uma simplificação desnecessária.
Luis Felipe Miguel, professor do Instituto de Ciência Política da UnB, declarou que a cultura de debates simplistas, que migra de conversas informais para o alimento mental das pessoas, leva à “imbecilização da humanidade”.


