Três grupos, incluindo Motiva, EPR e Arteris, disputam a nova concessão da Rodovia Régis Bittencourt, um trecho de mais de 400 quilômetros da BR-116 entre São Paulo e Curitiba. O leilão, marcado para quinta-feira (23) na B3, é uma das principais apostas do programa de concessões do governo federal.
O projeto prevê cerca de R$ 7,2 bilhões em investimentos destinados à ampliação de capacidade e melhorias operacionais ao longo do contrato. O Bradesco BBI avalia que a concessão é atrativa para investidores, estimando retornos entre a faixa média de dois dígitos e o início dos 20%, em termos de taxa interna de retorno real alavancada.
Os analistas apontam que esse potencial decorre de fatores como um desconto tarifário superior a 17%, tráfego acima das premissas governamentais e ganhos de eficiência. Contudo, o mesmo banco destaca desafios, como a menor visibilidade sobre ativos e passivos da concessão atual e um prazo contratual mais curto.
O Bank of America (BofA) analisou a participação da Motiva e estimou que o projeto poderia gerar cerca de R$ 200 milhões em valor presente líquido (VPL), o que equivale a aproximadamente R$ 0,10 por ação. Apesar da cautela de curto prazo, o BofA mantém recomendação de compra para a companhia.


