Um especialista financeiro recomendou que aposentados mantenham uma reserva de caixa equivalente a um a dois anos de despesas. A orientação visa proteger o patrimônio contra perdas durante crises de mercado, como quedas de 20% no mercado de ações.
A recomendação surgiu após um ex-policial, que possui um patrimônio líquido de 2,2 milhões de dólares, questionar sobre a quantidade ideal de dinheiro fora dos investimentos. O casal tem despesas anuais de cerca de 90.000 dólares, sendo necessário retirar uma parte desse valor dos investimentos para cobrir o déficit da aposentadoria.
Segundo o especialista, a regra de 1 a 2 anos de despesas é um baluarte contra o risco de sequência de retornos. Vender ativos durante uma baixa consolida perdas que não podem ser recuperadas. Um colchão de caixa permite que o investidor mantenha o portfólio intacto em anos difíceis e o reponha em períodos de alta.
O fator decisivo para definir o valor da reserva é a flexibilidade dos gastos. O ex-policial informou que muitas de suas despesas são opcionais, o que torna sua reserva atual de 96.000 dólares considerada razoável. Em contraste, um aposentado com despesas fixas elevadas necessitaria de um prazo maior de reserva.
Apesar da recomendação, a manutenção de grandes quantias em caixa perde poder de compra devido à inflação. O especialista sugeriu que o valor seja mantido em contas de alto rendimento, com um plano de reposição anual definido.

