O CEO da AT&T, John Stankey, afirmou que a entrada de operadores de satélite, como o Starlink, no mercado de telecomunicações ocorre tardiamente. Ele defendeu que a vasta infraestrutura terrestre da companhia cria uma barreira econômica que os concorrentes de satélite não conseguem replicar.
Em entrevista, Stankey contestou a narrativa de que os serviços de satélite representam um risco existencial para as operadoras tradicionais. Segundo o executivo, a empresa possui o melhor produto de banda larga disponível, fundamentado em fibra, e seu negócio wireless se fortalece com aquisições estratégicas de espectro.
O presidente da AT&T declarou que os competidores de satélite estão chegando ao setor após ele estar estabelecido, precisando acompanhar décadas de investimentos em infraestrutura em locais como hospitais e universidades. A companhia já gerencia mais de 98% do tráfego de clientes convergentes.
Financeiramente, a AT&T superou as expectativas no segundo trimestre, registrando um EPS ajustado de US$ 0,65, contra a projeção de US$ 0,5871. A receita atingiu US$ 31,558 bilhões, e a empresa reiterou a meta anual de EPS ajustado entre US$ 2,25 e US$ 2,35.
Apesar da confiança do CEO, analistas de mercado apontam riscos, citando a concorrência do Starlink. A empresa, contudo, está acelerando recompras de ações, visando cerca de US$ 10 bilhões em 2026, como parte de um plano de retorno de capital superior a US$ 45 bilhões até 2028.

