O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou, nesta quarta-feira (22), que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares para os equipamentos eleitorais do Brasil. A informação surge após um pré-candidato à presidência do Partido Liberal (PL) divulgar alegação falsa sobre a origem das máquinas.
O TSE utilizou um comunicado anterior para desmentir notícias falsas sobre a empresa, reiterando que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação dos aparelhos. O Tribunal afirmou que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral.
Os equipamentos são produzidos sob “direta coordenação” dos servidores do TSE por empresas selecionadas por licitações públicas com ampla concorrência, o que garante segurança ao processo eleitoral. O Tribunal esclareceu que a Smartmatic celebrou contratos com o TSE apenas para “prestação de serviços de conexão de dados e voz”, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica.
O comunicado do TSE concluiu que a empresa participou da licitação para a fabricação de urnas eletrônicas em 2020, mas perdeu para a empresa Positivo. A alegação do pré-candidato ocorreu durante um evento, e sua equipe afirmou que ele não questionou a integridade do sistema de votação brasileiro.


