A inteligência artificial deixou de ser uma novidade e se integrou aos serviços diários, como aplicativos de transporte e saúde. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretores de tecnologia, veem essa invisibilidade como um sinal de maturidade da ferramenta.
Os especialistas afirmam que uma tecnologia de qualidade se torna discreta, funcionando nos bastidores sem chamar atenção. Exemplos disso são os sistemas que sugerem respostas em mensagens ou que calculam rotas em tempo real em aplicativos de mobilidade. Para a maioria dos usuários, o resultado prático é o que importa, e não a engrenagem por trás do serviço.
Esse avanço acompanha um padrão histórico, comparado à transição da internet discada para o Wi-Fi. Contudo, a invisibilidade traz um alerta: ela dificulta que as pessoas percebam quando estão sendo influenciadas por sistemas automatizados. Segundo os diretores, “transparência não pode ser sacrificada em nome da comodidade”.
O desafio para as empresas, segundo Lessa e Ferreira, é equilibrar a praticidade com a clareza. É necessário indicar, de forma acessível, quando uma sugestão ou decisão foi gerada por um sistema automatizado. O objetivo é garantir que a IA não vire opacidade, mantendo o controle do usuário sobre suas escolhas.

