Quatro fundos de índice negociados em bolsa (ETFs) oferecem rendimentos superiores a 4%, atraindo investidores que procuram fontes de renda fora do mercado americano. A mudança de foco ocorre devido à desvalorização do dólar e a avaliações mais baixas em economias europeias e emergentes.
O investimento em dividendos internacionais ganhou relevância no cenário de 2026. Fatores como o enfraquecimento do dólar americano, maiores taxas de distribuição em países estrangeiros e avaliações mais acessíveis na Europa e em mercados emergentes motivaram investidores focados em renda a olhar além do S&P 500. Quatro veículos foram destacados: o SPDR S&P International Dividend ETF (DWX), o iShares International Select Dividend ETF (IDV), o Vanguard International High Dividend Yield ETF (VYMI) e o Schwab International Dividend Equity ETF (SCHY).
O DWX foca em rendimentos brutos elevados em mercados desenvolvidos, apresentando **4,2% de rendimento** e uma taxa de despesa de 0,45%. Já o SCHY utiliza um filtro de qualidade, selecionando empresas não americanas com base em quatro atributos de sustentabilidade de dividendos, visando evitar cortes de pagamentos. O IDV segue uma estratégia similar, mas com uma carteira mais ampla, e o VYMI oferece diversificação de baixo custo.
A escolha do fundo depende do perfil do investidor. Quem busca o maior rendimento atual aceita a concentração de setores, como no DWX. Já quem prioriza a estabilidade e a resiliência dos pagamentos tende a preferir o SCHY. Os fundos servem como ferramentas de geração de renda, e não como substitutos diretos para um índice internacional amplo.

