Apesar do avanço na digitalização, a fragmentação de sistemas de saúde dificulta a gestão baseada em dados no Brasil. Segundo pesquisa, 92% dos estabelecimentos usam sistemas eletrônicos, mas apenas 44% possuem plataformas que trocam encaminhamentos eletrônicos.
A integração de dados é prioridade na modernização de clínicas e hospitais, visando eficiência e controle de custos. Contudo, a coexistência de sistemas isolados — como prontuário, centro cirúrgico e financeiro em plataformas separadas — impede a rastreabilidade das informações.
A pesquisa TIC Saúde, conduzida pelo Cetic.br, mostra que a digitalização avançou mais que a interoperabilidade. A solução apresentada por uma healthtech de Vitória (ES) é unificar processos assistenciais e administrativos em uma única base de dados, eliminando barreiras entre sistemas.
Gunther Morais, sócio da Datasigh, comentou que o foco das instituições mudou da adoção de bons sistemas para a forma como eles se conectam. Ele afirmou que o custo de manter áreas desconectadas gera perda de visão do conjunto e tempo gasto na reconciliação de dados.

