O sistema Fifa Clearing House registrou a geração de quase US$ 1 bilhão em repasses destinados a clubes que investem em categorias de base. Mais de US$ 639 milhões já foram enviados aos clubes por meio da sede da entidade, em Paris, visando dar clareza às transações financeiras globais.
O mecanismo de compensação, ativo desde os anos 2000 e gerido pela Clearing House desde 2022, visa centralizar e garantir a segurança dos direitos de formação de atletas mundialmente. Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que os números comprovam o papel da Câmara no fortalecimento do ecossistema de desenvolvimento do futebol.
Em relação à Copa do Mundo de 2026, as transferências de 530 atletas convocados movimentaram cerca de US$ 221 milhões em incentivos. Os dados mostram que, em média, 63% das verbas geradas por atletas de seleções retornam aos clubes de seus países natais. No entanto, mercados como Senegal e Estados Unidos apresentaram taxas de retenção local de apenas 15,3% e 11,5%, respectivamente.
O impacto financeiro do sistema é sustentado também por negociações cotidianas. As transferências de mais de 10 mil atletas que não participaram do Mundial geraram US$ 768 milhões adicionais desde o início do mecanismo. O grupo dos dez jogadores que mais geraram recursos destinou US$ 34,3 milhões aos seus clubes de origem.

