O dólar comercial fechou na quarta-feira, dia 22 de julho, em R$ 5,053, o menor nível desde 2 de junho. A queda foi impulsionada pela valorização do petróleo, pelo fluxo de capital estrangeiro e pelo apetite de investidores pelos juros altos no Brasil.
O movimento de baixa ocorreu em meio à entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, favorecida pela diferença de juros em relação aos Estados Unidos. A moeda chegou a operar em alta no início das negociações, mas recuou após a abertura do mercado de ações, acompanhando o desempenho positivo da Bolsa.
O Ibovespa subiu 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões de queda. O desempenho foi impulsionado por mineradoras, petroleiras e bancos, com as ações da estatal Petrobras subindo 2,39% em função da alta do petróleo.
Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva, sustentados pelas tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril Brent avançou 3,36%, atingindo US$ 94,07, enquanto o WTI subiu 2,95%, para US$ 86,83. O fluxo cambial total acumulado em 2026 até julho foi positivo em US$ 17,946 bilhões, segundo dados do Banco Central.

