O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou o governo federal sobre os riscos fiscais da manutenção da política de universalização dos serviços postais sem um mecanismo de compensação financeira. A ausência desse modelo pode comprometer a sustentabilidade econômica dos Correios e colocar em risco a prestação do serviço em todo o país.
A política obriga os Correios a oferecer serviços básicos em todos os municípios, independentemente da rentabilidade. Segundo o TCU, em 2025 os custos para manter essa estrutura atingiram R$ 24,69 bilhões, enquanto as receitas somaram R$ 15,19 bilhões. O desequilíbrio financeiro tem forçado a estatal a recorrer a operações de crédito e outras fontes externas de financiamento.
A maior parte das despesas está ligada à rede de atendimento, com cerca de 68% dos custos relacionados à prestação dos serviços postais. Os técnicos do Tribunal afirmaram que a combinação de receitas em queda e custos crescentes agravou o quadro financeiro da política pública.
Apesar das dificuldades, o TCU ressalta o papel estratégico dos Correios em regiões com baixa conectividade digital, funcionando como instrumento de integração territorial. O órgão de controle defende que o governo estabeleça um mecanismo permanente e transparente de financiamento para garantir a continuidade dos serviços universais.


