A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2% para 2026. A estimativa, divulgada no Informe Conjuntural do 2º Trimestre, aponta que a economia avançará em ritmo moderado, sustentada por setores específicos.
A entidade prevê que o crescimento será impulsionado pela indústria extrativa e pelo agronegócio, além da resiliência do setor de serviços. Contudo, a CNI alerta que juros elevados, inflação persistente e custos de produção mais altos limitarão uma recuperação mais robusta da atividade econômica. O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, disse que a política monetária restritiva e as fragilidades fiscais permanecem como entraves para uma expansão mais acelerada.
A projeção de inflação (IPCA) foi revisada para cima, passando de 4,4% para 5%. A CNI indica que alimentos, combustíveis e serviços manterão pressão sobre os preços ao consumidor. No setor industrial, a expectativa de crescimento subiu para 2,1%, puxada pela extrativa, que deve crescer 9,1%, segundo a entidade.
Em relação à taxa básica de juros, a CNI reduziu a expectativa de queda, prevendo apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual em 2026. O cenário externo, marcado pela guerra no Oriente Médio, continua sendo apontado como principal fator de risco, elevando custos de insumos.

