A escalada de conflitos entre os Estados Unidos e o Irã pode reduzir o crescimento econômico mundial para até 1,3% em 2026, segundo o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill. A projeção, feita após o aumento das tensões e o fracasso de acordos de cessar-fogo, aponta para um cenário de maior instabilidade econômica global.
Gill declarou que o cenário econômico mais adverso, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, está próximo de se concretizar. Nesse contexto, a inflação global acumulada pode atingir 4,5%. A interrupção no fornecimento de combustíveis e os danos à infraestrutura petrolífera regional também podem afetar o envio de fertilizantes, enxofre e hélio, o que agrava a insegurança alimentar.
O economista alertou que países de renda baixa enfrentam maior vulnerabilidade, enquanto nações endividadas devem arcar com o aumento dos custos de empréstimos. Dados do Banco Mundial mostram que 40% dos países de baixa e média renda, ou 32 nações, estão em estresse financeiro ou com alto risco de endividamento.
Gill comentou que a situação dos países endividados é como “um descarrilamento de trem em câmera lenta”. Ele antecipou que algumas economias em desenvolvimento podem necessitar de perdão de dívidas em negociações individuais. As maiores economias, como Estados Unidos, China e Índia, mostraram-se protegidas do impacto direto do conflito devido a fontes de resiliência econômica.


