O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo que permite o desenvolvimento de um programa nuclear na Arábia Saudita. A parceria autoriza que o país, liderado pelo príncipe-herdeiro Mohammed bin Salman Al Saud, enriqueça urânio em conjunto com empresas norte-americanas.
A negociação, denominada “Acordo 123”, utiliza a seção 123 da Lei de Energia Atômica dos EUA de 1954. Segundo a imprensa, a estratégia americana busca aumentar seu protagonismo no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, ao mesmo tempo em que afasta outros concorrentes estrangeiros.
O acordo, que deve durar 30 anos, ainda precisa ser submetido ao Congresso dos EUA. O Legislativo tem 90 dias para análise, e para derrubar um veto presidencial, necessita de maioria de dois terços. O Poder Legislativo pode se posicionar contra o acordo se não houver o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Em 2018, o príncipe Mohammed bin Salman Al Saud acusou o aiatolá Ali Khamenei, do Irã, de querer expandir um projeto no Oriente Médio. O líder saudita afirmou que o Irã poderia criar um projeto semelhante ao planejado por Hitler na época.

