A Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS) avalia que o estado sofrerá poucos impactos diretos com o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. No entanto, o presidente da FIEMS, Sérgio Longen, declarou que a principal preocupação reside nos efeitos da medida sobre a economia brasileira, especialmente no risco de pressão inflacionária.
Longen explicou que a isenção de tarifas sobre produtos como carne e madeira serrada trouxe alívio às exportações sul-mato-grossenses. Ele afirmou que os principais produtos do estado para o mercado americano, como carne e celulose, permanecem isentos, o que é considerado um mercado estratégico para a região.
O executivo da FIEMS comentou que a maior preocupação é o cenário nacional, pois a medida traz prejuízos relevantes à economia brasileira. Ele destacou o risco de inflação em um período de juros altos e dificuldades para as empresas nacionais.
Sobre a postura do governo americano, Longen declarou que é difícil trabalhar com previsibilidade devido ao caráter impositivo das decisões. Ele defendeu que o Brasil mantenha um diálogo permanente com o mercado americano e avance em acordos bilaterais formalizados, pedindo apoio governamental aos setores mais afetados.

