A onda de calor que atingiu o Reino Unido em junho resultou em uma perda de 24 milhões de horas de trabalho, gerando um prejuízo estimado de US$ 1,54 bilhão para a economia britânica, conforme informou a London School of Economics (LSE) nesta quinta-feira.
O estudo, conduzido pelo Instituto Grantham da LSE e pelo Centro Euro-Mediterrâneo sobre Mudanças Climáticas (CMCC), analisou os impactos do calor em trabalhadores britânicos. Pesquisadores observaram que profissionais em atividades que exigem esforço físico e em ambientes quentes, como agricultura e construção civil, reduziram mais suas horas de trabalho do que aqueles em áreas acadêmicas.
Baseado em uma amostra de 1.950 adultos, o estudo revelou que 3,6% dos entrevistados, o que equivale a 1,25 milhão de trabalhadores na população geral, não trabalharam durante a semana final de junho por causa do calor. Além disso, 87% dos trabalhadores relataram ter sofrido algum efeito na saúde, que incluiu fadiga, distúrbios do sono e tonturas.
Elizabeth Robinson, diretora do Instituto de Pesquisa Grantham, declarou que o Reino Unido permanece “um país insuficientemente adaptado às mudanças climáticas”. Por isso, ela solicitou ao governo britânico que implemente medidas para “tornar os locais de trabalho mais seguros”.

