Um empresário de 69 anos, acusado de ser recrutador de modelos para o criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em sua residência em Colombes, nos arredores de Paris. O Ministério Público de Nanterre confirmou o fato na quarta-feira, 22, e as autoridades francesas investigam as circunstâncias do óbito.
A morte do empresário extinguiu a ação penal relacionada às acusações de estupro, conforme a legislação francesa. A investigação, que envolvia denúncias de mulheres, continuará sobre suposto tráfico de pessoas e associação criminosa ligados à rede de exploração sexual de Epstein, que operava em Paris.
A primeira denúncia contra o empresário foi apresentada em fevereiro pela ex-modelo sueca Ebba P. Karlsson. Segundo a denunciante, o nome do empresário aparece em mais de mil documentos relacionados ao caso de Epstein. Karlsson acusou o indivíduo de tê-la estuprado aos 20 anos e de apresentá-la a Gérald Marie, ex-diretor da agência Elite.
A advogada do empresário declarou que ele era inocente e sugeriu que a pressão da investigação poderia ter agravado seu estado de saúde, caso a morte tenha sido por infarto. Apesar do encerramento da ação penal, o Ministério Público informou que a apuração sobre a rede de exploração sexual segue em andamento.

