O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a possibilidade de adiar a votação de projetos de interesse do governo federal no Senado, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da jornada de trabalho 6×1, para após as eleições de outubro.
A avaliação, segundo interlocutores do petista, é que as propostas dificilmente avançarão com o Congresso focado nas eleições estaduais e pela falta de diálogo entre Lula e o presidente do Senado. Essa dificuldade se soma ao afastamento entre as autoridades após o Senado rejeitar o nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Um ministro do governo informou, sob reserva, que a cúpula do Congresso manifestou a intenção de deixar os temas para apreciação posterior ao pleito. Contudo, uma ala do governo defende forçar o debate antes das eleições, aproveitando a mobilização popular em torno da PEC da 6×1, que foi aprovada na Câmara em 27 de maio, mas não progrediu no Senado.
A PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos também são prioridades. Além disso, o Planalto acompanha medidas provisórias, como a que trata da cobrança de 20% sobre compras internacionais, que tem validade até 8 de setembro e precisa ser analisada em comissão mista.

