O mercado de urânio apresenta um ponto de inflexão, impulsionado por compromissos de 38 países em triplicar a energia nuclear até 2050 e pela demanda de data centers de inteligência artificial. Os preços de contratos de longo prazo estão próximos de um pico de 14 anos, e o governo dos EUA incluiu o mineral na Lista de Minerais Críticos em novembro de 2025.
A alta demanda por energia nuclear, somada ao movimento de Washington, cria um ambiente favorável para investidores focados no ciclo de combustível. A Cameco, mineradora de primeira linha, registrou um aumento de 13% nos volumes de vendas no primeiro trimestre de 2026, atingindo 7,8 milhões de libras, com preço realizado de US$ 65,45/lb. A empresa possui 49% da Westinghouse e projeta vendas entre 29 e 32 milhões de libras em 2026, com preço entre US$ 85 e US$ 89/lb.
Outra oportunidade é a Uranium Energy, produtora de recuperação in situ (ISR) nos EUA. A empresa opera sem hedge, o que permite que cada libra vendida capture o preço spot. No segundo trimestre de 2026, a Uranium Energy vendeu 200.000 libras a US$ 101/lb, superando a média trimestral em mais de 25%. A companhia possui US$ 794 milhões em ativos líquidos e zero dívida.
A Centrus Energy se destaca como a única enriquecedora de urânio de propriedade dos EUA. Ela fornece HALEU, um combustível essencial para reatores avançados, área dominada pela Rússia. A empresa registrou um aumento de 288,89% no lucro diluído ajustado no primeiro trimestre de 2026, e possui um backlog total de US$ 3,8 bilhões estendido até 2040.

