O Bradesco BBI identificou sinais de melhora na percepção de investidores sobre ativos locais brasileiros, após meses de cautela fiscal e política. Em relatório, o banco afirma que o Brasil segue como principal recomendação na América Latina, com o sentimento dos investidores menos pessimista.
A equipe de estratégia do banco, liderada por Ben Laidler, constatou que o posicionamento dos portfólios brasileiros está mais equilibrado e os fluxos de saída de fundos locais parecem ter cessado. Segundo o relatório, o consenso entre investidores é que ações, juros e títulos públicos brasileiros permanecem baratos e sensíveis a notícias menos negativas.
A visão positiva do BBI se baseia em dois fatores considerados mal precificados pelo mercado: o ciclo de juros doméstico e o ciclo eleitoral. Embora haja melhora, o posicionamento dos investidores permanece conservador, com preferência por setores defensivos, como empresas de utilidade pública.
O retorno de fluxos internacionais pode potencializar o impacto de capital estrangeiro modesto no mercado acionário brasileiro, já que os investidores domésticos não promovem grandes saídas. O banco também identificou interesse crescente em mercados menores, como Argentina e Peru, mas mantém cautela para a Argentina.


