A expectativa é que os Estados Unidos anunciem nesta sexta-feira (24) os detalhes de uma tarifa de 12,5% sobre produtos que utilizam trabalho escravo em sua cadeia produtiva. A medida, que abrange 60 países, pode elevar a sobretaxa em alguns itens brasileiros para até 37,5%, somada a tarifas extras já aprovadas.
O documento do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) não especifica os produtos alvo da nova taxa, o que gera indefinição no mercado. Segundo Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, o risco reside no efeito de segunda ordem que a falta de clareza pode causar nos setores mais expostos.
O principal setor brasileiro citado no relatório é o da pecuária. Outros segmentos considerados sensíveis à utilização de trabalho escravo incluem alumínio, algodão, cacau, café, níquel, óleo de palma e arroz. A incerteza se concentra na forma de implementação da tarifa: se ela substituiria uma taxa-base de 10% ou se seria somada à taxa de 25%.
A investigação da USTR envolve 54 economias que falharam em impor a proibição de importação, sujeitas à tarifa de 12,5%, e seis economias que falharam apenas na aplicação efetiva, sujeitas a sobretaxa de 10%.

