A ação da MercadoLibre (MELI) registrou queda de 10,68% no ano, negociando a US$ 1.799,21, enquanto um analista do Scotiabank projeta alta de 55%. A empresa, líder em e-commerce e fintech na América Latina, enfrenta debate sobre danos estruturais após o primeiro trimestre de 2026.
O desempenho recente da empresa reflete a pressão sobre as margens. No primeiro trimestre de 2026, a receita alcançou US$ 8,85 bilhões, um aumento de 49% em relação ao ano anterior, superando a estimativa de US$ 8,32 bilhões. Contudo, o lucro operacional caiu 20% para US$ 611 milhões, e a margem operacional encolheu para 6,9%. Além disso, as provisões para devedores duvidosos mais que dobraram, atingindo US$ 1,244 bilhão.
A gestão informou que estendeu os prazos médios de empréstimos no Brasil de cinco para oito meses e continuará com postura de investimento agressiva em 2026. O otimismo, defendido por analistas, baseia-se no argumento de que o reset de margem é temporário. A empresa investe para reduzir limites de frete e expandir o crédito, que cresceu 104% no ano, totalizando US$ 6,6 bilhões.
Apesar do desempenho abaixo do índice S&P 500, que subiu 9,6% no ano, a meta de US$ 2.800 do Scotiabank implica um potencial de alta significativo. O analista argumenta que a ação está subvalorizada, considerando o crescimento de receita acima de 20% em uma região com baixa penetração de e-commerce.

