O preço do ouro registrou forte queda na quinta-feira (23) após o avanço dos preços do petróleo e o aumento das apostas de que o Federal Reserve (Fed) manterá política monetária restritiva nos EUA. O metal precioso recuou 2,45%, fechando a US$ 4.050,20 por onça-troy na Comex, enquanto a prata caiu 2,92%.
A valorização do petróleo, motivada por interrupções nos fluxos marítimos no Oriente Médio, intensificou as preocupações com a inflação global. Esse cenário levou investidores a aumentar as expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, o que diminui a atratividade do ouro, ativo que não gera remuneração por juros.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de um aperto monetário até setembro ultrapassa 80%. O barril do Brent voltou a atingir a marca de US$ 100, refletindo o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com juros altos por mais tempo, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) sobem, reduzindo o interesse por ativos de proteção.
Apesar da queda, o UBS mantém perspectiva favorável para o metal no médio e longo prazo. O banco declarou que o sentimento em relação ao ouro está melhorando e projeta o metal em US$ 4.675 ao final de 2026 e US$ 4.800 no encerramento de 2027.

