O Sindicato dos Rodoviários decidiu manter o estado de greve da categoria na tarde desta quinta-feira (23). A decisão ocorreu após a rejeição da proposta de reajuste de 5% no salário e 6% na cesta básica. A categoria optou por negociar com cada empresa separadamente, em vez de seguir com o sindicato das empresas de ônibus.
A negociação com o sindicato das empresas de ônibus foi encerrada após a 5ª audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, no Centro do Rio, na quarta-feira (22). O Tribunal havia estabelecido um prazo de 10 dias para as partes apresentarem propostas antes de um julgamento do dissídio.
O presidente do sindicato, Sebastião José, afirmou que a estratégia mudou. “Agora vamos negociar com a direção de cada empresa, estaremos mandando a pauta para cada empresa a partir de segunda-feira. Acreditamos que possa ser mais fácil”, disse José. Caso as propostas não sejam aceitas, o sindicato indicou que pode realizar paralisações pontuais em empresas específicas.
As principais reivindicações dos rodoviários incluem reajuste de 12%, dividido em duas parcelas, e piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais. A categoria também exige vale alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e alteração na jornada de trabalho para 7 horas e meia.

