O dólar à vista fechou em alta na quinta-feira (23), atingindo R$ 5,0839, e interrompeu uma sequência de três pregões de queda. O movimento foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global, após o preço do petróleo superar os US$ 100 por barril.
O agravamento das tensões geopolíticas e a piora do ambiente externo prevaleceram sobre o impacto positivo que a valorização do petróleo teria para o Brasil, exportador líquido da commodity. A disparada do preço do petróleo elevou preocupações com a inflação e a atividade econômica mundial, levando investidores a reduzir posições em moedas emergentes e buscar ativos considerados mais seguros.
O mercado também passou a considerar que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, pode adotar uma postura mais rigorosa caso a alta do petróleo gere novas pressões inflacionárias nos Estados Unidos. A perspectiva de juros americanos mais elevados tende a fortalecer o dólar e diminuir a atratividade dos ativos brasileiros.
No cenário internacional, o índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de seis moedas fortes, avançou 0,31%, chegando a 101,435 pontos. Enquanto isso, o euro recuou 0,27% para US$ 1,1378, e a libra caiu 0,43% para US$ 1,3318.

