Adriana Ibba, mãe de uma das vítimas do acidente aéreo da Voepass, criticou o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Ela afirmou que as conclusões apontam falhas sistêmicas da companhia aérea e da fiscalização, e que a insegurança não pode ser normalizada.
O voo 2283 da Voepass, que transportava 62 pessoas, caiu em Vinhedo, São Paulo, no dia 9 de agosto de 2024, após sair de Cascavel, Paraná. O Cenipa divulgou o relatório final, que detalha que pelo menos 19 fatores contribuíram para a tragédia, que resultou na morte de todos a bordo.
Adriana Ibba declarou que o documento reforça o sentimento de revolta das famílias. Segundo ela, o relatório aponta falhas sistêmicas por parte da companhia aérea e na fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ela comentou que a Anac realizou auditorias prévias, mas nada foi feito.
O Cenipa recomendou à Anac a revisão dos processos de gerenciamento de risco. A companhia aérea Voepass informou que se manifestará após ter acesso à íntegra do relatório final. O acidente ocorreu quando a aeronave, um turboélice modelo ATR-72, perdeu contato radar às 13h22, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB).

