A Polícia Federal intimou o ex-banqueiro para prestar depoimento em inquérito que apura suspeitas de corrupção envolvendo servidores do Banco Central no caso Master. A oitiva está marcada para 20 de agosto e ocorrerá por videoconferência, pois o indivíduo permanece preso.
A investigação, conduzida pela Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ), apura a conduta de um ex-diretor de Fiscalização do Banco Central e de um ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Segundo a PF, o ex-banqueiro manteve contato com os dois servidores para discutir a situação regulatória do Banco Master. Os investigadores também revisaram minutas de documentos do banco, sugerindo ajustes antes do envio ao Banco Central.
Em decisão anterior, o ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal mencionou mensagens em que o ex-banqueiro pedia orientações estratégicas aos servidores para reuniões e documentos relacionados ao BC. Os servidores também forneciam orientações sobre processos administrativos do Master, sugerindo argumentos para encontros com dirigentes da autoridade monetária.
Paralelamente, o Banco Central instaurou sindicância interna e a Controladoria-Geral da União (CGU) conduz processo administrativo disciplinar contra os servidores. A CGU prorrogou a investigação por mais 60 dias, enquanto aguarda provas da PF. A sindicância do BC apontou suspeitas de que os servidores simularam serviços para ocultar recursos ligados ao Banco Master.

