Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 23 de julho, a imposição de sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros. A medida ocorre sob alegação de que o Brasil não adota práticas eficazes contra o trabalho forçado em seus setores produtivos. A tarifa entra em vigor na madrugada de sexta-feira, 24 de julho.
O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou que as tarifas, que variarão entre 10% e 12,5%, substituem uma tarifa global de 10% que expiraria no mesmo horário. Essa nova imposição se soma a 25% já aplicados ao país em 22 de julho. As medidas são fundamentadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o presidente a aplicar tarifas a nações com práticas comerciais consideradas abusivas.
O governo americano declarou que a falha de países estrangeiros em aprovar ou aplicar leis que proíbam a importação de produtos feitos por trabalho forçado prejudica empresas americanas que cumprem tais normas. Outros 60 países foram alvo da investigação. O Canadá, que terá tarifa de 10%, e a União Europeia, com tarifa de 10%, já possuem proibições relacionadas ao tema.
As novas tarifas isentarão petróleo e gás, certos recursos naturais, e bens já cobertos pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) ou por tarifas de segurança nacional impostas por Donald Trump sobre aço e carros.

