Setores nacionais afetados pelas novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos avaliaram positivamente o lançamento do plano Brasil Soberano. Apesar do apoio, as entidades pedem ao governo federal a ampliação de benefícios, como o Reintegra, e mais ações para compensar o impacto no mercado internacional.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) considerou a iniciativa importante, mas afirmou que ela não será suficiente para salvar o setor do impacto tarifário. O presidente executivo da entidade disse que aguarda regulamentações adicionais e que o acesso ao crédito atenua os efeitos da perda de mercado, desde que haja resolução rápida do problema.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) saudou a rapidez da reação governamental, que ocorreu um dia após a entrada em vigor da tarifa. A entidade recebeu com satisfação o montante de R$ 18,5 bilhões, mas solicitou o fim da exigência de manutenção do nível de emprego para as empresas que aderirem ao plano.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou oportuna a disponibilização de crédito emergencial, visto que a indústria de transformação é o setor mais atingido, com 47% do valor total de suas exportações alcançado pela medida dos EUA. A CNI apontou que a barreira protecionista evidencia a urgência do pacote governamental.

