O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmou, nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a imposição de uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. A tarifa, que entra em vigor na sexta-feira, 24 de julho, resulta de uma investigação que apontou falha do governo brasileiro no combate à importação de bens produzidos com trabalho escravo.
A nova alíquota tarifária foi determinada pelo Representante Comercial em conformidade com orientação do Presidente dos EUA. O documento do USTR afirma que a medida é adequada para obter a eliminação de práticas consideradas passíveis de ação no âmbito da investigação. Além do Brasil, outros 84 países foram penalizados com tarifas que variam de 10% a 12,5%, incluindo Índia, China e Argentina.
Segundo o USTR, a imposição da tarifa de 12,5% ocorreu após a conclusão de que o Brasil não implementou proibição à importação de bens produzidos com trabalho escravo. Embora os EUA não utilizem o termo “trabalho escravo”, o trabalho forçado é considerado análogo à escravidão no Brasil. Anteriormente, uma tarifa de 25% foi aplicada na quarta-feira, 22 de julho.
As primeiras tarifas dos EUA foram estabelecidas em 2 de abril de 2025, com base inicial de 10% para 125 países. Na época, o USTR listou temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção e desmatamento ilegal como alvos da apuração.

